Ao contrário do que ocorreu na Câmara, em que a bancada fechou questão contra a adoção de um subteto, os senadores petistas defendem a medida e querem incluí-la no texto da reforma administrativa. O líder do bloco da oposição, José Eduardo Dutra (PT-SE), anunciou ontem que uma das emendas que apresentará vai incluir na reforma a obrigatoriedade de um subteto com critérios idênticos aos que são fixados pela Constituição para os vencimentos de deputados estaduais e federais.
Os deputados estaduais, pela Constituição, devem receber remuneração 75% inferior à que recebem os deputados federais. E os vereadores, por sua vez, devem receber remuneração 75% inferior a que recebem os deputados estaduais. Dutra reconheceu que a lei é atropelada por gratificações e outros benefícios, mas que, ainda assim, é a que melhor atende com relação à adoção de um subteto para os servidores públicos. O deputado José Genoíno (PT-SP) lembrou que votou contra o subteto, apesar de apoiá-lo, porque a bancada decidiu o contrário pela diferença de dois votos.
O líder da oposição no Senado previu que ‘‘o rolo compressor do governo’’ vai garantir a aprovação da reforma no Senado sem dificuldades. Apesar disso, ele quer alterar o ponto que trata da quebra da estabilidade, para impedir as demissões por motivações políticas. Dutra disse que concorda com a necessidade de promover mudanças na administração pública, mas repudia a insistência do governo de atribuir aos servidores públicos grande parte das dificuldades econômicas do País.

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