Brasília - Antes mesmo de ser formalizada, a indicação de Alexandre de Moraes para o Supremo Tribunal Federal foi criticada por senadores da oposição, que lembraram o fato de o ministro da Justiça ter advogado para o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) no mesmo tribunal. O senador Cristovam Buarque (PPS-DF) foi o primeiro a levar o assunto ao plenário. Disse que "o momento vai exigir reação da CCJ [Comissão de Constituição e Justiça] e, depois, do próprio plenário".
A petista Gleisi Hoffmann (PR) classificou a indicação de "política". "É a cara desse governo, que defende interesses de grupos particulares e de seus próprios membros", afirmou. Para o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), a indicação é "ruim para o País" e "atende a interesses políticos". O senador também mencionou o período em que o ministro esteve à frente da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. "Ele ficou conhecido por defender a truculência da PM", disse. Para o petista, a indicação pode "prejudicar a isenção da Suprema Corte, já que o ministro é filiado ao PSDB".

Em 2009, o então presidente Lula, do PT, indicou José Dias Toffoli, na época advogado-geral da União, para ser ministro do Supremo. O senador Roberto Requião (PMDB-PR), que apesar de correligionário do governo, também criticou a escolha do presidente Michel Temer.

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