Senadores buscam apoio na sociedade
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segunda-feira, 06 de dezembro de 2010
Mariana Jungmann<br> Agência Brasil 
Brasília - Reduzida a 20 senadores na próxima legislatura, a oposição planeja buscar apoio fora do Senado para fortalecer sua atuação no governo da presidente eleita Dilma Rousseff Segundo o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), uma das estratégias da oposição para não ser engolida pela base governista será a de se aproximar mais da sociedade civil organizada
''A oposição vai ter que exercitar isso com organização e competência, buscando apoio fora do Congresso para alargar suas possibilidades de função fiscalizadora'', diz Dias Para tanto, ela deve procurar entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e a Associação Brasileira de Imprensa A ideia é se associar a essas instituições em momentos delicados para o governo, como as discussões sobre o aborto ou sobre a regulamentação dos meios de comunicação social eletrônicos
Líder do PSDB desde o período eleitoral, quando o senador Arthur Virgílio se afastou para concorrer ao governo do Amazonas, Dias também acredita que a oposição poderá incorporar os dissidentes da base aliada, tornando-se maior em determinados momentos ''Vamos precisar trabalhar as dissidências dentro do governo De um lado, é positivo para o governo ter uma base aliada ampla, porque é confortável ter maioria Mas, de outro, é preciso muita articulação política para atender a todos os interesses de uma base tão ampla ''
Para o líder do Democratas, senador José Agripino Maia (RN), o número de senadores não é tão relevante se forem feitas boas propostas Segundo ele, o papel da oposição é que tem que estar bem definido na próxima legislatura para que ela não se torne inexpressiva
''Nós valemos pelos argumentos que vamos usar A oposição existe, independentemente de ser pequena, média ou grande, para fiscalizar, para denunciar'', disse Agripino Apesar disso, não há uma agenda formada entre o PSDB, o DEM e o PPS - os principais partidos de oposição a Dilma Os dois líderes devem esperar a chegada dos senadores eleitos para começar as discussões, o que só ocorrerá em fevereiro


