Pelo menos dois senadores afirmaram que, logo no início da sessão de ontem do Conselho de Ética, o presidente Juvêncio da Fonseca (PMDB-MS) já estava com um roteiro pronto com todos os passos que ocorreriam durante a sessão que acabou por adiar a votação do relatório contra Jader Barbalho. Segundo os senadores Antero Paes de Barros (PSDB-MT) e Geraldo Althoff (PFL-SC), que viram as anotações, o roteiro continha a abertura da sessão, a concessão da palavra a Jader Barbalho, a reação ao pedido e, enfim, o adiamento da votação.
''Tinha um papel na mesa (de Fonseca) com os roteiros das indagações. Se ele sabia o que ia acontecer, é procrastinação (adiamento deliberado). Se ele previa o futuro, é futurólogo. É tudo ensaiado. É uma tabelinha'', criticou Barros. O senador disse que chegou a pedir a Fonseca, depois da sessão, que ele mostrasse o roteiro e teve como resposta: ''Eu vou te responder em particular.'' 'Em particular, não quero. Política é coisa pública'', respondeu Barros.

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