BogotáFamiliares da senadora colombiana Martha Catalina Daniels, assassinada no último sábado nas proximidades de Bogotá, confirmaram que no momento do crime a congressista estava negociando a liberação de um sequestrado. Os parentes da senadora evitaram apontar diretamente os autores do homicídio, e pediram às autoridades proteção, pois consideram que os responsáveis pelo crime poderiam atentar contra outros membros da familia.
As autoridades colombianas disseram que investigam o triplo homicídio seguindo hipóteses que apontam a delinquentes comuns e à guerrilha das FARC. Segundo a imprensa colombiana, uma das pessoas assassinadas junto com Martha Catalina Daniels, Ana Medina, era esposa do homem cuja liberação a senadora negociava. Os corpos da congressista, de 48 anos, e seus dois acompanhantes apresentavam ‘‘tiros de misericórdia’’ na cabeça, e foram abandonados numa zona rural de Zipacón (centro), perto da capital colombiana.
Mortos que votamEntre 4 e 6 milhões de colombianos que morreram nos últimos treze anos continuam habilitados a votar na eleição legislativa do próximo domingo, porque não foi dada baixa nos seus documentos, afirmou o Tribunal Eleitoral do país.
Segundo Luis Bernardo Maldonado, diretor nacional de Identificação do tribunal, a demora no envio da certidão de óbito faz com que exista um atraso de até 13 anos nos registros eleitorais.
A Coordenadoria Geral da Nação afirma que há quatro milhões de títulos eleitorais de pessoas mortas que podem ser utilizados para fraudes no domingo, enquanto o sindicato do Tribunal afirma que o número pode chegar a seis milhões. Para Daniel Bohórquez, presidente do sindicato do órgão eleitoral, não existe na classe política nenhum interesse em atualizar os registros.
Nas eleições anteriores houve várias denúncias contra políticos que teriam utilizaram títulos de cidadãos que já morreram para aumentar seu número de votos. A Colômbia vai realizar sua eleição no próximo domingo para escolher o novo Congresso e a 26 de maio elege novo presidente.

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