Senadora cobra decisão do PT
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segunda-feira, 25 de agosto de 2003
Agência Estado 
Maceió- A senadora Heloísa Helena (PT-AL) afirmou ontem, em Maceió, que quer ser expulsa rapidamente do partido. ''Se querem me expulsar, que me expulsem logo. Respeitem pelo menos o povo de Maceió, que quer votar em mim nas eleições municipais de 2004'', disse, em entrevista a uma emissora de rádio.
Heloísa voltou a criticar as propostas do governo federal para as reformas da Previdência e tributária. Ela disse que não vota no texto do governo para a reforma previdenciária.
A executiva nacional da legenda reúne-se nos dias 13 e 14 para discutir a situação dos radicais da sigla. Heloísa espera que, nesse encontro, a expulsão dela seja definida. ''Não quero sair do partido que ajudei a fundar em Alagoas, mas não me venham com covardia, adiando ainda mais essa decisão. Se querem me jogar na fogueira da Inquisição, que joguem logo'', afirmou, dizendo que tem recebido vários convites para ingressar em outras siglas, mas que ainda não se definiu.
Para a senadora do PT de Alagoas, qualquer tentativa da executiva nacional de postergar essa decisão para depois de setembro ''é covardia''.
Heloísa declarou que tem até o fim de setembro para determinar a questão partidária, caso queira disputar as eleições municipais de 2004. ''Por isso, espero que o partido não chegue ao requinte da crueldade de adiar ainda mais essa questão'', prosseguiu, acrescentando que nem por isso ficará com a ''boquinha calada'' em troca de cargos públicos ou benesses.
A senadora do PT disse que a proposta da administração federal para a reforma tributária é um ''engodo''. ''Só serve para onerar ainda mais a produção e provocar uma briga maior pela divisão do bolo tributário'', acredita. Heloísa acrescentou que o projeto do Poder Executivo visa apenas a tornar a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) um imposto permanente. ''O próprio PT foi contra esse imposto e puniu o então deputado Eduardo Jorge (SP) por ter votado favorável a sua criação, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso'', lembrou.
Lavagem de dinheiro - Para a senadora, a CPMF deveria ser mantida, mas com uma alíquota simbólica, apenas para o Executivo ter o controle maior da movimentação financeira.


