Jader Barbalho desembarcou, no início da tarde de ontem, em Brasília, decidido a enfrentar o processo na Comissão de Ética e Decoro Parlamentar do Senado com um dossiê de cerca de 200 páginas em defesa dele e a disposição de arrastar o Banco Central para o banco dos réus. ‘‘Seria muito mais cômodo para todos se eu me retirasse, mas eu não negocio nada’’, afirmou.
Foi neste tom que ele convocou o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), para uma conversa em sua residência particular no Lago Sul. Calheiros voltou ao Senado anunciando que Jader pede pressa nas investigações. ‘‘Ele enfrentará as denúncias até o fim’’, resumiu o líder. Na conversa, Jader deixou claro que de nada valeria renunciar para ‘‘ficar desmoralizado, vagando pelos corredores do Congresso, como senador’’.

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