Senador teve participação em rombos, diz BC
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quinta-feira, 02 de agosto de 2001
Agência Estado<BR>De Brasília 
O Banco Central deu um tiro de misericórdia na defesa de Jader Barbalho e informou, dessa vez sem rodeios, que o então governador paraense foi um dos autores do rombo no Banco do Estado do Pará (Banpará), entre 1983 e 1987. Em três ofícios enviados ao procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, o presidente do BC, Armínio Fraga, desmontou a conclusão do relatório de sindicância, feito por técnicos do órgão em 1992. A primeira análise não apontou, diretamente, o senador como beneficiário dos desvios de recursos.
Há elementos para indiciar o senador Jader Barbalho, disse Brindeiro. As informações repassadas pelo Banco Central permitem que eu possa requisitar um inquérito criminal. Até a próxima semana, Brindeiro pretende entrar com um pedido de abertura de inquérito contra o parlamentar paraense no Supremo Tribunal Federal (STF), foro responsável por processos envolvendo deputados e senadores.
A declaração de Brindeiro é a mesma feita, repetidas vezes, nos últimos dez dias, período em que chegaram os três ofícios do BC. A novidade é a associação do discurso com o anúncio do teor dos documentos. Os ofícios reforçam nota de março em que o órgão relaciona uma pessoa do círculo de amizade de Jader com um dos cheques rastreados e põem em xeque o ex-presidente do BC Francisco Gros e o então procurador-geral da instituição, José Coelho, que afirmaram não haver ligação do senador com o escândalo.


