Senador Roberto Requião nega autoria de dossiê
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quarta-feira, 07 de novembro de 2001
De Curitiba 
O senador Roberto Requião (PMDB) afirma não estar por trás da divulgação do suposto livro-caixa da campanha de reeleição de Cassio Taniguchi (PFL). Contudo, o senador admite que já estava de posse dos documentos há mais de 15 dias. Em sua visita a Londrina no dia 26 de outubro, Requião afirmou ter provas de que o comitê de Taniguchi teria realizado um caixa paralelo.
Segundo Requião, as denúncias de irregularidades teriam chegado simultaneamente a ele e ao jornal Folha de São Paulo. ''Não sei quem entregou os documentos. Só sei que duas horas depois de uma briga entre o Giovani Gionédis e o prefeito Cassio Taniguchi, os papéis estavam na minha mesa'' afirmou Requião, insinuando que o ex-secretário estadual de Finanças poderia estar envolvido na denúncia. ''Esse livro-caixa é só um aperitivo. Vem muito mais por aí'', completou.
Os documentos recebidos por Requião estão sendo submetidos agora a uma auditoria privada para a análise da sua veracidade. Somente após a análise estar concluída o senador pretende entrar com ações no Ministério Público e no Tribunal Regional Eleitoral. ''Não temos pressa. A pressa é toda deles, que sabem que não têm como negar os fatos'', comentou Requião.
O senador afirma ter em seu poder também os recibos originais das empresas citadas no livro-caixa. ''Se os envolvidos tentarem dizer que é uma montagem, iremos apresentar os originais paulatinamente'' garante Requião.
O secretário de Governo da Prefeitura, Benoni Manfrim, que supostamente teria recebido R$ 365 mil para coordenar os vereadorores governistas, afirma não ter recebido dinheiro do comitê de Taniguchi. ''Quero ver esses recibos. Desconheço esse repasse de verbas. Isso é intriga política do Requião'', rebateu Manfrin. (R.S.)


