Senador reeleito gastou R$ 1,5 milhão na campanha
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terça-feira, 07 de novembro de 2006
Catarina Scortecci<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Dos quase 900 candidatos que disputaram o primeiro turno das eleições de outubro no Paraná, menos de 600 apresentaram as prestações de contas finais das suas campanhas políticas ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE). O prazo terminou no dia 31 de outubro. No Paraná, os candidatos Osmar Dias (PDT) e Roberto Requião (PMDB), que foram para o segundo turno na disputa pelo governo do Estado, têm um prazo maior para fechar as contas - até o dia 28 de novembro. Entre os nove candidatos ao governo do Paraná que concorreram somente no primeiro turno, Rubens Bueno (PPS), Luiz Adão (PSDC) e Antônio Roberto Forte (PSL) apresentaram saldos negativos. Ou seja, gastaram mais do que arrecadaram nas suas campanhas eleitorais.
O candidato do PSL, porém, gastou apenas 24 centavos a mais do que permitiria sua receita, no valor de R$ 43.300,00. O candidato do PPS, que ficou em quarto lugar na disputa, gastou mais de R$ 130 mil do que deveria levando em conta sua arrecadação, no valor de R$ 257.050,00. Já o candidato do PSDC tinha uma receita de R$ 25.602,21, mas gastou R$ 27.814,55. As prestações de contas dos candidatos Jorge Martins (PRP), Ivo Souza (PCO) e Luiz Felipe Bergmann (Psol) não estavam disponíveis, até ontem, no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na internet. A assessoria de imprensa do TRE também não pôde confirmar se as contas chegaram a ser entregues ao órgão.
Entre os candidatos a senador, Álvaro Dias, reeleito pelo PSDB, foi o único que apresentou saldo negativo. A receita do tucano foi de R$ 1.523.384,21, mas sua despesa foi de R$ 1.556.472,56. Entre os dez candidatos ao cargo, porém, seis ainda não tiveram suas contas disponibilizadas no site do TSE: Custódio da Silva (PRTB), Ivan Bernardo (PSTU), José Roberto Sandoval (PSC), Ney Betin (PCO), Paulo Salamuni (PV) e Sandra Borges (PSL).
Nas contas do senador reeleito, R$ 196.896,86 foram inseridos na receita pelo próprio candidato. A maior doação, de R$ 400 mil, foi feita pela Unimed do Paraná. Entre as maiores quantias doadas para a campanha eleitoral do tucano, figuram R$ 80 mil da Klabin, R$ 75 mil do Paraná Banco, R$ 50 mil da Norberto Odebrecht e R$ 25 mil da J. Malucelli Construtora de Obras. Álvaro havia informado ao TRE que poderia gastar durante sua campanha eleitoral até R$ 3,5 milhões.
Adversária do candidato tucano, a petista Gleisi Hoffmann também havia informado ao órgão um gasto máximo de R$ 3,5 milhões, mas acabou gastando R$ 1.532.889,86. A maior doação foi feita pelo diretório nacional do PT, R$ 430 mil. Entre as maiores contribuições de ''pessoa jurídica'', estão as doações da Sodepa (R$ 100 mil), Construtora OAS (R$ 100 mil), Associação Brasileira da Indústria do Café (R$ 72 mil), Banco Itaú (R$ 50 mil), Unibanco (R$ 30 mil) e BM&F (R$ 30 mil). Gleisi obteve 45,14% dos votos válidos.
O candidato ao governo do Estado pelo PT, Flávio Arns, recebeu R$ 200 mil do diretório nacional do seu partido. Arns também recebeu R$ 200 mil da Construtora OAS e R$ 100 mil da UTC Engenharia, duas das maiores doações à sua campanha eleitoral. Apesar de ter informado ao TRE que gastaria até R$ 6,5 milhões, a despesa do petista foi de R$ 838.579,65. Arns, que ficou em terceiro lugar na disputa, arrecadou R$ 847.391,73.
Já o candidato do PPS, Rubens Bueno, poderia arrecadar até R$ 6 milhões, conforme informado ao TRE. Entre as maiores doações recebidas pelo candidato, estão R$ 100 mil do Banco Itaú e R$ 10 mil da BS Colway Pneus.


