Senador receberá pressão para deixar o cargo
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segunda-feira, 10 de setembro de 2007
João Domingos e Lisandra Paraguassú<BR>Agência Estado 
Brasília - Se escapar da cassação, o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), receberá pressão do governo e do PT para que deixe a presidência do Senado. Com outros três processos por quebra de decoro a persegui-lo, Renan não reúne mais, segundo avaliação de assessores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condições para conduzir a Casa. No Palácio do Planalto, a preocupação é, dessa forma, com o cenário pós-julgamento. Uma eventual salvação de Renan poderá reforçar a insistência dele de permanecer no cargo, o que criará dificuldades para a votação de projetos de interesse do governo no Senado, como a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Na opinião destes auxiliares de Lula, Renan agastou-se com senadores da oposição e até da situação ao longo do processo no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar. Se houver a renúncia de Renan, o PMDB prepara a candidatura do senador Gerson Camata (ES). José Sarney (PMDB-AP) e Tião Viana (PT-AC) também tem simpatia do Planalto.


