O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) desembarcou ontem em Londrina dando sequência ao movimento ''Educação Já'', que prega uma revolução no ensino brasileiro com uma escola igual para ricos e pobres. Em sua décima quinta visita - a primeira feita no interior do País - ele brincou que ''quer usar um despertador para acordar o Brasil'', ao contrário da ''vassoura contra a corrupção'' que usou quando fez campanha na cidade no ano passado. ''Quero acordar o povo para a ferrugem que está nas entranhas da sociedade e o que lubrifica essa engrenagem da sociedade é a educação'', destacou.
Acompanhado pelo deputado federal Barbosa Neto (PDT-PR), ele concedeu uma entrevista coletiva, visitou a redação da FOLHA e repetiu que sua cruzada visa equiparar a escola do rico com a do pobre dentro de ''10, 15, 20 anos''. ''Minha proposta é em quatro anos fazer com que em mil cidades a escola do rico seja igual à do pobre. A partir daí mais mil, mais mil, até chegarmoas aos 5.561 municípios do Brasil.'' O senador criticou que o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) do Governo Federal - que tem 42 propostas, entre as quais piso de R$ 850,00 para professores - ''é um pequeno arranjo para que as coisas não piorem mais''.
Num exercício de auto-crítica, Buarque admitiu que sua jornada precisa organizar núcleos que envolvam a sociedade em prol da educação. ''Londrina, por exemplo, vai fazer o orçamento da cidade e é hora do povo se mobilizar e pedir mais dinheiro para educação.''

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