Os prefeitos, vice-prefeitos e vereadores eleitos em 2008 poderão ter o mandato aumentado de quatro para seis anos. É o que prevê a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que está sendo analisada pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado.
A PEC, de autoria do senador Sibá Machado (PT-AC), acrescentaria um artigo ao Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, permitindo que a partir de 2014, todos os ocupantes de cargos eletivos disputassem as eleições na mesma data.
O senador justificou no projeto, que a coincidência dos mandatos municipais, estaduais e federais, melhoraria as condições de governabilidade do país, além de representar economia nos gastos de campanha e menor uso da máquina governamental nas eleições. Machado ainda sustentou que governadores e prefeitos levam algum tempo para compatibilizar as obras estaduais e municipais, e que as mudanças nos governos nas duas esferas requerem novas negociações.
''Saímos de um período ditatorial e vivemos hoje um exagero de eleições, a cada dois anos, o que faz com que qualquer governante esteja permanentemente em função de eleições. Estão sempre tratando de acordos eleitorais. O segundo ponto positivo é o custo financeiro. Ainda não tenho o custo correto de cada eleição, mas são milhões. Outro grande prejuízo para o Brasil é o problema da mobilização nacional a cada dois anos. Mais de cem milhões de pessoas são mobilizadas'', justificou o senador.
Machado já apresentou outra PEC que aumenta os mandatos para cinco anos e extingue a reeleição para cargos executivos. ''Se a gente aumenta os mandatos e os unifica, teremos um programa de governo de verdade. A plataforma não pode ser para eleição apenas. Teremos programas de continuidade e não precisa a mesma pessoa estar no exercício do mandato, mas os ideólogos. Já verifiquei um certo cansaço em gestões de segundo mandato em alguns lugares, não em todos, mas, de um modo geral reeleição trouxe uma perda de perspectiva'', disse o senador petista.
O presidente da Associação Brasileira dos Municípios (ABM), o prefeito de Cambé, José do Carmo Garcia (PTB), apóia a proposta de Machado. ''Eu concordo com o projeto. Entendo que os entes federados União, estados e municípios poderão ter um planejamento uniforme. O que prejudica muito as administrações hoje é a falta de coincidência dos mandatos, que leva à paralisação de programas, projetos, já incorporados pela população. Quando suspensos, geram o ceticismo e a desesperança na população'', justificou.

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