O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) intercedeu no Senado Federal para derrubar o preconceito levantado contra o jurista paranaense Luiz Edson Fachin. O tucano tornou público seu posicionamento favorável à indicação do nome, que sofreu rejeição por ligações com movimentos como a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST).
O tucano justificou seu posicionamento com o "itinerário jurídico" de Fachin, que é professor titular da Faculdade de Direito do Paraná. "Não costumo me manifestar publicamente, mas foi preciso porque estava vendo um movimento especulativo tentando desqualificar um grande jurista, tentando colocar nele um carimbo difamatório", afirmou.
O senador disse não ter proximidade com Fachin, mas conhece sua trajetória como jurista e já o citou como referência em outras ocasiões. O parlamentar toma como exemplo a sabatina de Dias Toffoli quando foi indicado para ministro. Fachin foi citado por Alvaro como um contraponto à nomeação.
Na vida política, Fachin já foi filiado ao PMDB, em 1983, quando Alvaro iniciava seu primeiro mandato de senador por este partido e José Richa assumia o governo do Paraná pela mesma legenda. "Mas ele nunca teve vida partidária. Afastou-se passou a militar na área jurídica", recorda o tucano.

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