Porto Alegre - O pré-candidato do PT à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, admitiu, em Esteio, na região metropolitana de Porto Alegre, que gostaria de ter o senador Pedro Simon ao seu lado na campanha eleitoral. Enquanto visitava a Expoleite, no parque de exposições da cidade gaúcha, Lula recusou-se a comentar a escolha de Rita Camata (PMDB) para a vice-presidência na chapa de José Serra (PSDB). ‘‘É uma questão interna deles e é prudente que o PT não dê palpites sobre a escolha’’, limitou-se a dizer.
Sobre Simon, no entanto, Lula falou. ‘‘Se depender da minha vontade e da vontade do Tarso Genro (candidato do PT ao governo do Rio Grande do Sul), o Pedro Simon estará conosco.’’ Depois de fazer algumas referências elogiosas ao senador, com quem diz manter relações de amizade há muitos anos, Lula confirmou que espera poder conversar com Simon nos próximos dias. ‘‘Ele é uma liderança muito respeitada no Brasil e eu acho que independentemente de estar magoado ou não com o PMDB, deve ter nas suas avaliações a idéia de que nós representamos um bem muito grande para o Brasil’’, comentou.
Pouco antes da entrevista de Lula, Tarso Genro havia telefonado para a esposa de Simon para transmitir um recado de solidariedade ao senador. ‘‘Não estamos fazendo um juízo moral e nem político de Rira Camata, mas achamos que Simon merecia mais respeito de seu próprio partido’’, disse Genro.
Insistindo na tese de que vai manter esperanças de fechar coligações até as convenções que oficializarão as candidaturas em junho, Lula tem citado o PPS e o PSB como possíveis aliados. E admite que quer o apoio de dissidentes de outros partidos, como do PMDB de Simon.

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