Brasília - Além do julgamento em plenário na semana que vem, o presidente licenciado do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), é alvo de três outras representações que pedem a cassação de seu mandato. A representação de número 4 trata da suspeita de que o senador faria parte de um esquema de coleta de propina nos ministérios comandados pelo PMDB.
Relatada pelo senador e principal defensor de Renan no Conselho de Ética, senador Almeida Lima (PMDB-SE), a representação será rejeitada. Almeida Lima, sem realizar investigações, pedirá o seu arquivamento. O presidente do Conselho de Ética, Leomar Quintanilha (PMDB-TO), ainda não indicou o relator da quinta denúncia, a de que, no cargo de presidente, Renan teria mandado um assessor investigar a vida de dois colegas de Goiás favoráveis à sua cassação, Perillo e Demóstenes.
Já a sexta representação, apresentada pelo PSOL com base em reportagem do ''Estado de S. Paulo'', nem saiu da Mesa Diretora. Os senadores vão esperar a votação das denúncias anteriores, antes de dar o seu encaminhamento. As duas primeiras denúncias - de ligação financeira com o lobista da Mendes Júnior e de favorecer a Schincariol no INSS e na Receita Federal - estão arquivadas. A primeira, foi decidida pelos senadores em plenário, por 40 votos a 35 e 6 abstenções. A outra foi arquivada no conselho, com a aprovação do voto do relator João Pedro (PT-AM).

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