Senador do PT pede para ser investigado
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domingo, 10 de junho de 2001
Vera Magalhães Agência FolhaDe Brasília 
O líder da oposição no Senado, José Eduardo Dutra (PT-SE), encaminhará hoje ofício ao Conselho de Ética pedindo para ser incluído na investigação sobre a violação do painel de votações, em junho de 2000. Com isso, Dutra se antecipa ao PFL, que pretende estender a ele o processo contra os ex-senadores Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) e José Roberto Arruda (sem partido-DF).
A última edição da revista IstoÉ afirma que Dutra teve acesso à lista com os votos da sessão secreta que cassou Luiz Estevão, e participou, inclusive, das conversas para tramar a fraude. Quero que o conselho me investigue, e quero que seja imediatamente. Não vou aceitar que isso fique pairando sobre a minha cabeça sem solução, disse Dutra.
Ele não quer que a decisão fique para o segundo semestre. O petista promete, inclusive, obstruir a votação da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) para evitar o recesso. O Congresso só pode sair de férias após a votação dessa lei.
Ao pedir a reabertura do processo, a oposição também tem dois alvos claros: ACM e Arruda, que renunciaram aos mandatos para escapar da cassação e da perda dos direitos políticos.
Queremos que o conselho aproveite e analise, à luz da Constituição e do decreto legislativo nº 16, se a renúncia impede a continuidade do processo de cassação, disse a senadora Heloísa Helena (PT-AL). A oposição classifica como vingança a tentativa de envolver Dutra na violação do painel. Avalia que o objetivo é enfraquecer a coleta de assinaturas para a CPI da corrupção, cujo responsável é o próprio Dutra.


