Na tumultuada semana no Congresso, a oposição no Senado tentou localizar, o mais rápido possível, o senador Amir Lando (PMDB-RO), com a esperança de que ele subscrevesse o documento pró-CPI, mas as expectativas foram frustadas. O peemedebista não apareceu no Senado, estava bem longe de Brasília. Disposta a encontrar o parlamentar, a senadora Heloísa Helena (PT-AL) foi informada de que Lando havia viajado para Buenos Aires com o objetivo de acompanhar de perto a crise política e econômica da Argentina. ‘‘O pessoal daqui do Senado disse que ele está na Argentina numa missão oficial’’, declarou a petista.
A secretaria-geral da Mesa Diretora, no entanto, não havia recebido, até ontem, um comunicado sobre a viagem. Conforme estabelece o Regimento Interno do Senado, o parlamentar tem de avisar, previamente, que participará de uma missão oficial fora do País. Diante das especulações no Congresso de que Lando estava procurando fugir do compromisso assumido, o chefe de gabinete dele, Renato Viana, negou que o senador tenha organizado a viagem de uma hora para outra. Ele disse que embora o senador estivesse num hotel em Buenos Aires, não seria possível o localizar.
‘‘Foi difícil falar com o senador, mas ele acabou me telefonando duas vezes’’, declarou Helena. De acordo com ela, o parlamentar prometeu chegar em Brasília na segunda-feira e assinar o requerimento, apesar de o PMDB ter formalizado uma decisão contrária às investigações sobre corrupção no Congresso. ‘‘A minha função é conseguir a 26ª assinatura no Senado’’, declarou. Até ontem, 25 senadores haviam subscrito o requerimento para a criação da CPI. São necessárias 27 assinaturas no Senado e 171 na Câmara para instalar a CPI.

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