Senador do PFL quer pôr fim ao 'dízimo' petista
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sexta-feira, 12 de setembro de 2003
Agência Folha 
Brasília - O PFL quer acabar com a contribuição obrigatória cobrada pelo PT dos seus filiados que ocupam cargos na administração pública. Previsto no Estatuto do PT, o dízimo contribui para reforçar o caixa do partido com o preenchimento dos cargos de confiança do governo por petistas. O senador José Jorge (PFL-PE) apresentou um projeto de lei na Casa alterando o artigo 31 da Lei Orgânica dos Partidos Políticos (lei número 9.096, de 19 de setembro de 1995) para vedar, explicitamente, a cobrança de contribuição obrigatória dos filiados ocupantes de cargos de qualquer natureza na administração pública.
O Estatuto do PT, aprovado em 11 de março de 2001, estabelece em seu artigo 170 que todo filiado é obrigado a efetuar uma contribuição mínima anual ao partido, obedecida uma tabela baseada no seu rendimento mensal. Só neste ano, os 21 ministros e seus assessores petistas farão contribuições partidárias obrigatórias que atingirão o valor total de R$ 8 milhões ao partido. Senadores, deputados e assessores legislativos do PT doarão R$ 4,326 milhões à legenda. Neste ano, o orçamento do PT nacional prevê arrecadação de R$ 15,012 milhões em contribuições partidárias obrigatórias de militantes que exercem cargos públicos, eleitos ou comissionados.
O pefelista diz que seu projeto pretende combater o que considera ''abuso''' por parte do PT: a nomeação de servidores sem observar critérios técnicos, mas por critérios políticos, ou seja, aumentar as finanças do partido. O ministro José Dirceu nega que haja fisiologismo no governo do presidente Lula.


