‘‘Os deputados que saíram do PFL não vão conseguir se eleger nas próximas eleições porque os votos não eram deles e sim meus’’, afirma o senador Antonio Carlos Magalhães. E volta a denunciar que os deputados deixaram o partido ‘‘por interesses em recursos’’ do PMDB. Garante ainda que, ao contrário do que seus inimigos estão propagando, o ‘‘carlismo’’ está mais forte do nunca e não pára de crescer na Bahia. ‘‘Hoje estou mais forte do que ontem na Bahia porque o povo se uniu a mim contra as atitudes do governo e para comprovar isso basta olhar as pesquisas de opinião’’, diz o senador.
Os inimigos do senador também estão apostando na guerra interna do PFL baiano pela escolha por ACM de seu herdeiro político no Estado. ‘‘Existe disputa dentro de seu próprio grupo e a necessidade de construir sucessores começa a gerar insatisfações entre eles’’, observa o líder do PT na Câmara, deputado Walter Pinheiro (BA), outro inimigo político de ACM. ‘‘Mas apesar do poderio de ACM ter começado a declinar e de todos os seus problemas para administrar os interesses pessoais de seus apadrinhados no Estado, confesso que se as eleições fossem hoje não seria fácil vencê-lo’’, resume um ex-aliado do senador baiano.
(Agência Estado)

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