Senador defende os transgênicos
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sexta-feira, 13 de maio de 2005
Luciana Pombo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O senador Osmar Dias (PDT-PR) criticou ontem a postura do governo do Paraná contra a transgenia e disse que está incentivando os estudos tecnológicos para que novas modalidades de transgênicos sejam colocados no mercado nacional. Prova disto, teria sido a própria aprovação da Lei de Biossegurança no Senado Federal, que permite a legalização das plantações transgênicas e abre espaço para que novas pesquisas sejam realizadas no Brasil.
''Não é possível que o debate no Paraná tenha que ser um debate carregado de paixão. O debate precisa ser técnico e não político'', ponderou Osmar. Ele lembrou que o Senado aprovou por 52 votos contra dois a Lei de Biossegurança. Apenas teriam votado contra os senadores Flávio Arns (PT-PR), que se coloca contra o uso de células-tronco embrionárias em pesquisas científicas e Heloísa Helena (PSOL-AL), que é contra a liberação dos organismos geneticamente modificados.
Osmar Dias explicou ontem a Lei de Biossegurança para alunos de Ciências Biológicas e de Saúde da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR). Ele lembrou que existem vários estudos em teste de novas modalidades transgênicas. Entre eles, uma pesquisa para lançamento de uma variedade de soja com hormônio de crescimento e que poderia ser usada como solução barata para a melhoria nutricional do brasileiro. A pesquisa estaria em fase de testes pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
Outras pesquisas estariam voltadas para a soja resistente a seca (que poderia ser plantada em locais de intensa fome, como o Nordeste brasileiro), mamão resistente a um vírus que provoca o chamado ''mosaico'' (destrói as gorduras do corpo), arroz e algodão resistentes e que não precisam de uso de inseticidas e agrotóxicos. ''A discussão do tema no Paraná se reduz apenas a variedade que é produzida pela Monsanto. Não podemos pensar somente nesta empresa. Temos que buscar alternativas e produzirmos nós mesmos, os brasileiros, as variedades geneticamente modificadas'', assinalou. ''A transgenia não é um mostro. Se fosse, a insulina, que é transgênica, também teria que ser proibida no Paraná.''


