Senador critica PF e nega renúncia
Ameaçado de perder o mandato, o senador Luiz Estevão (PMDB-DF) deixou ontem a sala da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) fazendo críticas à Polícia Federal e negando qualquer possibilidade de deixar o País para fugir de um suposto pedido de prisão. Ele rejeitou ainda comparações com o ex-presidente Fernando Collor, de quem é amigo, e disse que não pensa em renunciar ao cargo, a exemplo do que fez Collor antes de sofrer o impeachment. Não sou porta-voz do ex-presidente, disse. Segundo o senador, o despropositado anúncio antecipado de seu indiciamento por peculato e formação de quadrilha depõe contra a Polícia Federal.
Estevão disse que, dois dias antes desse comunicado, o delegado encarregado do caso, Luiz Carlos Zubikov, havia decidido apressar o inquérito para depois ouvi-lo. O senador disse ainda que vai repetir, no plenário, a defesa feita no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar e na CCJ. Ele pretende rebater as acusações de que mentiu, na CPI do Judiciário, sobre o desvio de recursos da obra superfaturada do Fórum Trabalhista de São Paulo.
O senador disse ter esperança de que vai reverter o processo em plenário, na próxima quarta-feira, porque as duas decisões nas comissões, nas quais foi aceito o pedido de cassação, não produzem desdobramentos. Nada é definitivo, até pelo fato de que o único julgamento que produz efeito é o do plenário, declarou.
O senador peemedebista negou que tenha se sentido abandonado pelo PMDB, até porque o líder no Senado e presidente nacional de seu partido, senador Jader Barbalho (PA), o defendeu na reunião da CCJ. Ele afirmou que não ficou decepcionado com o resultado na CCJ.





