Senador condena esquema para impedir CPI da Corrupção
PUBLICAÇÃO
domingo, 20 de maio de 2001
De Curitiba 
O presidente reeleito do PMDB paranaense, Roberto Requião, criticou ontem a estratégia do presidente Fernando Henrique Cardoso para impedir a instalação da CPI da Corrupção na Câmara Federal, mas acredita que ela tem chances de a comissão ser instalada no Senado. Quem não assinar o requerimento ficará sob suspeita de querer encobrir algo, disse. Ele acredita que as denúncias publicadas na revista Veja desta semanadevem convencer os mais renitentes. O governo deve tentar impedir a instalação da CPI no Senado, mas sempre que faz isso, se compromete e cada vez se desmoraliza mais.
Requião também questionou a posição dos 16 senadores da Comissão de Ética que na quarta-feira pode abri processo de cassação dos senadores Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) e José Roberto Arruda (sem partido-DF) e que ainda não assinaram o pedido de CPI para investigar as denúncias de irregularidades no governo federal. Ele defende a cassação dos dois colegas acusados de violar o painel de votações do Senado, mas ressalta que antes dessa decisão ser anunciada, ACM e Arruda podem optar pela renúncia.
O senador disse que ACM e Arruda devem ser cassados pelo conjunto da obra, não somente pela violação do painel, mas pelas mentiras de ambos ao plenário e à Comissão de Ética. Em todos os depoimentos, ACM e Arruda tentaram se eximir da responsabilidade e culpar a ex-diretora do Serviço Processamento de Dados do Senado (Prodasem), Regina Borges, pela fraude. O que também me faz pedir medidas duras para os dois foi a tentativa de incriminar somente a funcionária do Prodasem, disse. (R.H.)


