O relator do processo de cassação de Luiz Estêvão (PMDB-DF), senador Jefferson Peres (PDT-DF), afirma que o parlamentar envolveu-se em um ‘‘episódio comprometedor’’, em janeiro de 1999, logo depois de ser diplomado, procurando influenciar um integrante da Comissão Mista de Orçamento para assegurar recursos para a obra do TRT de São Paulo. A afirmação consta do parecer preparado por Peres.
O deputado João Fassarella (PT-MG) relatou, em depoimento, que foi procurado por Estêvão para que mudasse seu parecer, como relator-adjunto da comissão, em que recomendava a redução da dotação orçamentária para a obra do Fórum Trabalhista, de onde foram desviados R$ 169 milhões.
‘‘É inusual que um congressista diligencie a procura de verbas para unidade da federação que não representa, a menos que seja movido por interesse pessoal’’. Segundo ele, esse caso torna-se mais grave diante dos indícios, apontados pela CPI do Judiciário, de que o senador peemedebista está envolvido no desvio de dinheiro público da obra superfaturada do TRT da Capital.
Em sua defesa, Estêvão diz que procurou o parlamentar para tratar apenas da destinação de recursos para obras de juizados especiais no Distrito Federal. Peres acolheu as doze argumentações da representação de partidos de oposição, entre elas a acusação de que mentiu à CPI do Judiciário a respeito de sua participação, e intimidou assessores da comissão parlamentar de inquérito cometendo ‘‘abuso de poder’’.

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