Senador Amim defende regras diferenciadas
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 26 de maio de 1997
Leandro Donatti De Curitiba 
O senador Esperidião Amin (PPB-SC) defendeu ontem em Curitiba um prazo de desincompatibilização diferenciada para o presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e governadores que pretendem concorrer à reeleição no ano que vem e para os prefeitos que já estão de olho na disputa do ano 2000. Candidato declarado ao governo de Santa Catarina, Amin diz que a inexistência de mecanismos de controle social sobre a máquina pública nos municípios e em alguns Estados pode provocar a feudalização do processo político-eleitoral.
O governo federal é vigiado pela imprensa, pelo Judiciário e por outros setores da sociedade civil organizada. O mesmo não ocorre nas pequenas localidades, onde há necessidade de uma cautela maior, justifica o senador que classifica a emenda da reeleição como correta, mas arriscada se não for prevista a desincompatibilização. Amin não fecha questão quanto aos prazos, mas arrisca defender dois meses para presidente, quatro meses para governadores e seis meses para os prefeitos.
Amin veio a Curitiba para inaugurar a nova sede do PPB no Paraná, e aproveitou a viagem para participar da sessão especial da Assembléia Legislativa, que concedeu ontem o título de cidadão benemérito para o presidente estadual do PPB, ex-ministro da Saúde Borges da Silveira.
O senador discorda da forma como estão sendo conduzidas as discussões da matéria. No próximo dia 4 de junho, quando o Senado aprecia a emenda em segundo turno, Amin promete voltar à tecla do referendo popular, acordo que quase foi firmado entre o governo e o PPB do ex-prefeito Paulo Maluf. O referendo daria uma legitimidade inquestionável aos detentores de mandato que pretendem concorrer de novo, avalia.
Segundo Esperidião Amin, há necessidade ainda de alguns acertos constitucionais da emenda. Para corrigir o que ele chama de incoerências legislativas como a que obriga o candidato a mandato diferente ao que ocupa renunciar ao cargo. Se o prefeito de Campo do Tenente quiser ser candidato ao governo, terá de renunciar ao mandato, exemplifica.


