Arquivo FolhaAmeaça de criseO ministro da Fazenda, Pedro Malan, conseguiu irritar o senador Bernardo Cabral O presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, senador Bernardo Cabral (PFL-AM), ameaçou processar o ministro da Fazenda, Pedro Malan, por não ter comparecido ontem a uma sessão na qual seria discutida a legalização do jogo do bicho e dos cassinos. ‘‘Foi uma falta de consideração’’, disse Cabral, que já estava bastante irritado com o corte de incentivos para a Zona Franca de Manaus, anunciado no pacote de ajuste fiscal.
O caso ganhou proporções de crise e até o presidente do Congresso, Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), teve de ir à CCJ para acalmar os ânimos. ‘‘Não é hora de misturar jogo com política econômica’’, disse ACM. A convocação de Malan, segundo o presidente da CCJ, foi feita no dia 29 de outubro e o ministro só justificou sua ausência, por intermédio de uma secretária, meia hora depois do horário em que a sessão deveria ter sido iniciada.
Durante a sessão, na qual deveriam estar presentes também os ministros da Indústria, Comércio e Turismo, Francisco Dornelles, e do Trabalho, Paulo Paiva, que faltaram mas justificaram a ausência, os assuntos foram a falta de Malan e os jogos. No final da sessão, quando os senadores ainda reclamavam da ausência de Malan, o presidente do Senado foi à CCJ junto com o líder do governo, Élcio Álvares (PFL-ES), que assumiu a culpa pela falta de Malan. ‘‘Eu imploro que não dêem a este assunto uma extensão que ele não tem’’, disse Álvares.
Entretanto, Cabral recusou a desculpa de seu colega: ‘‘Vossa Excelência não precisa assumir culpa alguma, pois a convocação é um imperativo Constitucional e não um favor do ministro a esta Casa’’. ACM disse que Malan e o ministro do Planejamento, Antônio Kandir, ficarão à disposição da CCJ no final da semana, quando estarão no plenário do Senado explicando o pacote de ajuste fiscal do governo.

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