Senador acusa Abril e acena com trégua
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quinta-feira, 09 de agosto de 2007
Ana Paula Scinocca<br>Agência Estado 
Brasília - O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), voltou ontem a deixar seu posto na Mesa e ocupar a tribuna - foi a segunda vez na semana - para atacar a Editora Abril (que publica a revista Veja) que, na sua versão, fez negócios suspeitos ao vender a TVA. Nos últimos dias, Renan vem tentando sair do papel de defensor de si próprio para o de acusador.
No discurso de exatamente 11 minutos, Renan também acenou para uma pacificação com seus colegas de Parlamento. A declaração de armistício foi feita dois dias depois de ele ter partido para o confronto com a oposição e ter insinuado que o líder dos Democratas, José Agripino (RN), não suportaria uma investigação sobre ''concessões e empréstimos bancários''. Em sua declaração, Renan nem sequer procurou justificar o fato de ter assinado autorização para a concessão de uma rádio do qual seu filho é sócio.
Acuado, respondendo a um processo por quebra de decoro no Conselho de Ética - e prestes a ter de responder a mais duas investigações no Senado -, Renan que na terça-feira partiu para o confronto com a oposição, amenizou o tom e sinalizou com uma trégua.
Renan informou ter recebido, e já repassado ao Conselho de Ética, declaração da cervejaria Schincariol, na qual a empresa ''desmente categoricamente a mentira publicada pela revista Veja'' de que ele tenha interferido na transação de compra de uma unidade da companhia no Nordeste.


