Será colocada em votação no dia 5 a redação final da proposta de reforma administrativa, de acordo com o que decidiu o presidente do Congresso, senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), de volta a Brasília. A partir daí, ACM espera que o Congresso vote as 11 medidas provisórias (MPs) que ainda precisam receber o aval dos parlamentares para permitir a efetivação da reforma administrativa na prática.
O texto da reforma administrativa foi aprovado em dois turnos durante a convocação extraordinária de janeiro, mas a votação da redação final acabou sendo adiada para impedir que a emenda fosse promulgada com falhas técnicas.
Segundo o líder do governo no Senado, Élcio Alvares (PFL-ES), a orientação é colocar em votação o lote de MPs pendentes e trabalhar pela aprovação, sem, contudo, ficar refém do resultado. ‘‘A reforma administrativa será promulgada mesmo que algumas dessas medidas não passem pelo plenário na próxima semana’’, garantiu. Para o líder governista, a necessidade de acelerar a votação da reforma da Previdência, cujo primeiro turno continua emperrado na Câmara, não criará qualquer impedimento ou dificuldade extra para a votação das MPs. ‘‘Pode-se fazer tudo junto.’’
Além das MPs, será colocado em votação o texto final da emenda, que sofreu - ao contrário do pretendido pelo governo - alteração.
O senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), recebeu à noite em seu gabinete a visita dos petistas Luiz Inácio Lula da Silva, Cristovam Buarque (governador do Distrito Federal) e do deputado Marcelo Déda (SE). Os três prestaram solidariedade pela morte do deputado Luís Eduardo Magalhães. (AE)

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