BRASíLIA - Enquanto os partidos de oposição não conseguem instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar as denúncias de compra e venda de votos pela aprovação, na Câmara, da emenda constitucional da reeleição, os senadores aliados ao governo preparam-se para aprovar a proposta em segundo turno na quarta-feira.
Caso se repita a ampla maioria registrada no primeiro turno, há duas semanas, a emenda constitucional será aprovada em definitivo e poderá ser promulgada ainda nesta semana pelo Congresso Nacional. O único obstáculo que ainda existia à votação da proposta foi removido na sexta-feira: o juiz Iran Velasco Nascimento, da oitava vara da Justiça Federal, indeferiu ação cautelar movida pelos partidos de oposição com o objetivo de interromper a tramitação da emenda, sob o argumento de que as denúncias colocariam sob suspeita o processo de votação. Os oposicionistas recorreram ao Tribunal Regional Federal contra a decisão, mas é pouco provável que consigam o adiamento da votação.
Na quarta-feira pela manhã, o relator da emenda constitucional da reforma previdenciária, senador Beni Veras (PSDB-CE), deverá apresentar o seu parecer à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Como parlamentares de oposição provavelmente pedirão vista do texto, a votação da reforma deverá ficar para a semana que vem.

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