Senado vota empréstimo de US$ 235 milhões para o Paraná
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quarta-feira, 06 de dezembro de 2017
Mariana Franco Ramos<br>Reportagem Local 
Curitiba O plenário do Senado deve votar nos próximos dias a autorização para o Paraná contratar uma operação de crédito junto ao BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). O financiamento de US$ 235 milhões (aproximadamente R$ 764 milhões), quinto aprovado durante a gestão Beto Richa (PSDB), passou ontem pela CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) da Casa, em votação simbólica. De acordo com a justificativa do Palácio Iguaçu, o dinheiro será usado em obras rodoviárias, projetos de infraestrutura e centros logísticos. As informações são da Agência Senado.
As intervenções fazem parte do "Programa Estratégico de Infraestrutura e Logística de Transporte". A mensagem 73/2017, dando aval ao empréstimo internacional, foi assinada pelo presidente da República, Michel Temer (PMDB-SP), na presença de Beto, em Brasília, e publicada na sequência em Diário Oficial. As garantias são dadas pela própria União. A relatora na CAE, senadora Lúcia Vânia (PSB-GO), ressaltou que o Estado possui capacidade de endividamento. Como a matéria tramita em regime de urgência, a expectativa é de que seja aprovada com rapidez.
O líder do governo na AL (Assembleia Legislativa) do Paraná, Luiz Cláudio Romanelli (PSB), destacou o fato de o Estado, após um período de muita dificuldade por conta da situação econômica e financeira, hoje ter "capacidade de endividamento e de pagamento". "Somos dos poucos membros da federação com condições de contrair empréstimos para financiamento. A logística é fundamental. Esse programa é para garantir rodovias adequadas. É um dinheiro que vai ser muito bem aplicado, para melhorar a vida da população e beneficiar todo o setor produtivo", disse.
Para o vice-líder da bancada de oposição na AL, Requião Filho (PMDB), porém, o governo federal atrelou o envio da matéria à discussão sobre a reforma da previdência, o que as partes envolvidas publicamente negam. O que se diz é que Temer pretende votar as mudanças ainda em 2017, contando com a influência dos governadores junto à Câmara dos Deputados. "Acho que o Paraná já está vendendo antecipadamente o ICMS, já está vendendo os ativos da Copel e da Sanepar, só consegue pagar a folha [dos servidores] em dia por causa do dinheiro da previdência [estadual], que não repassa para o fundo... Não é uma boa ideia se endividar ainda mais em moeda internacional", comentou.


