Senado vai investigar se desempregado foi agredido
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domingo, 21 de março de 2004
Agência Brasil 
Cidade Ocidental (GO) O desempregado Edivaldo Araújo que na terça-feira ameaçou pular sobre a tribuna do Senado e foi convencido pelo presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), a desistir da idéia prestou queixa na delegacia. Afirmou que foi vítima de socos e queimaduras e que ficou preso por um dia e meio em uma casa a 15 quilômetros de Brasília. Acusa três homens, que o teriam raptado na Rodoviária de Brasília, em um Blazer de cor preta, depois de ter saído do Senado. Araújo se submeteu, na sexta-feira, a exame de corpo delito no Instituto Médico-Legal, cujo resultado deve sair em oito dias.
Durante as horas em que teria permanecido como prisioneiro, Edivaldo assegura que foi aconselhado a manter-se calado. Afirmou, também, que os homens pegaram a sua carteira, em que estavam R$ 240 (coletados entre senadores no dia 16), e que, quando lhe devolveram, só havia uma cédula de R$ 50. Garante, ainda, que pode reconhecer os homens que o teriam mantido preso.
O diretor geral do Senado, Agaciel Maia, disse que foi informado do caso pela imprensa. Mas adiantou que haverá uma investigação por parte da segurança do Senado para esclarecer o assunto.


