Senado tem ano 'brilhante', diz Sarney
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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Das agências 
Brasília - Alvo de denúncias que tumultuaram o Senado ao longo da maior parte do ano, o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), avaliou ontem que 2009 termina ''brilhantemente'' e que conseguiu ''tirar proveito'' das discussões acerca da crise administrativa. ''Começamos um ano muito tumultuado. Acredito que conseguimos até tirar proveito, porque todo mundo se conscientizou da necessidade de decisão enérgica em todos os casos aqui existentes.''
Apesar de os senadores não terem concluído a votação da Reforma Administrativa, Sarney avaliou que todos os problemas foram resolvidos, e o Senado voltou à tranquilidade. ''Não temos nenhum caso que não tenha sido resolvido daqueles emblemáticos, de censura do Senado e da administração do Senado.''
Sarney foi alvo de 11 ações no Conselho de Ética da Casa nas quais foi acusado pela responsabilidade na edição de atos secretos, usados para contratar aliados políticos, e também por fraudes na fundação que leva seu nome, no Maranhão. Porém, todas foram arquivadas sem haver investigação.
Ontem o Senado realizou a última sessão de votações em plenário do ano. Na próxima semana, os parlamentares entrarão em recesso. De acordo com Sarney, apesar da crise que paralisou a Casa por alguns meses, o número de projetos votados superou em 50% o total do ano passado.
''Votamos matérias da maior importância, e ainda estamos votando. Eram legislações que estavam esperando soluções e não tínhamos tido ainda oportunidade de votá-las'', disse Sarney.
Resolução de Ano Novo
Depois de prometer aprovar este ano a reforma administrativa, o Senado decidiu deixar a sua análise para 2010. A Mesa Diretora vai discutir a proposta na próxima terça-feira, depois vai transformá-la em projeto de resolução, que vai seguir a tramitação normal.
A expectativa é aprovar a reforma até março do ano que vem. ''Com isso, vamos analisar com transparência, sem açodamento. A reforma não tem nenhuma eficácia antes de ser votada em plenário, todo mundo vai debatê-la'', disse o líder do PT, o senador Aloizio Mercadante (SP).
A Mesa Diretora chegou a articular ontem a votação da reforma no plenário, mas como os parlamentares tiveram 24 horas para analisar o texto, os líderes decidiram deixá-la para 2010. O futuro projeto de resolução reúne 661 artigos.
No texto, é estabelecido o número de diretores, cargos de chefia, funcionários efetivos e comissionados. Os gabinetes foram poupados. A redução para o máximo de 25 servidores por gabinete só se dará em 2011, após eleição dos novos senadores. Atualmente, há até 79 servidores em gabinetes do Senado.


