Agência Estado
De Brasília
Com apenas 4 votos contrários, em votação simbólica, o Senado negou ontem 12 pedidos de licença que autorizariam o Supremo Tribunal Federal (STF) a instaurar inquérito contra sete senadores. A votação endossa os pareceres votados no dia anterior na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e quebra a tradição da Casa de ignorar as solicitações do tribunal.
As únicas autorizações examinadas até agora ocorreram por insistência dos parlamentares-alvo. Ou seja, pelos que estavam sendo citados pelo tribunal. O caso mais recente ocorreu há cerca de três anos, por iniciativa do então senador Esperidião Amin (PPS-SC). O pedido foi negado por seus colegas.
A única autorização concedida pelo plenário atendeu a um apelo do senador Bernardo Cabral (PFL-AM) e vai permitir o prosseguimento da queixa-crime que ele move contra o jornalista Silvio Leite, por calúnia. O jornalista escreveu que na relatoria da Constituinte Cabral teria alterado um item do parecer para favorecer à modelo Enoli Lara.
Quatro dos pedidos de autorização rejeitados se referiam ao senador Carlos Bezerra (PMDB-MT), três ao presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) e um contra os senadores Lauro Campos (PT-DF), que disse que preferia ser julgado, Roberto Requião (PMDB-PR), Carlos Wilson (PPS-PE), Hernandez Amorim (PPS-RO) e outro contra Cunha Lima, por crime de opinião.

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