O plenário do Senado Federal rejeitou ontem o pedido de urgência do projeto de lei, chamado de Lei da Mordaça. A proposta que colocaria em pauta o projeto, assinado pelo PSDB, PMDB e PFL, obteve 17 votos, contra 10, mas precisava de 41 votos (maioria absoluta) para ser aprovada.
  O projeto de lei proíbe membros do Ministério Público (MP), autoridades do Judiciário, conselheiros dos Tribunais de Contas e delegados, de darem informações à imprensa sobre processos que estejam em fase de investigação.
  Um novo pedido de urgência pode ser submetido ao Plenário hoje. Se rejeitado, a votação da Lei da Mordaça pode ficar para 2003, após o recesso parlamentar, quando dois terços da Casa será renovado.
  Os cinco membros do movimento criado em Londrina, contra a aprovação da lei, tiveram audiências ontem com diversos senadores e na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). ‘‘Estamos fazendo essas visitas no intuito de articular entidades e trabalhar no convencimento dos senadores’’, afirmou o procurador jurídico do município, Carlos Roberto Scalassara.

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