Para atender aos governadores, os líderes governistas no Senado estão buscando a melhor saída de legitimar o subteto salarial na reforma administrativa, sem mexer na emenda e nos seus prazos de tramitação. Os líderes afirmam que a possibilidade de se criar subteto foi mantida no texto na reforma.
‘‘Muitos parlamentares da Câmara dizem que o subteto já está previsto na emenda e, mesmo que não tivesse, ali se prevê um teto máximo, portanto os governadores podem perfeitamente estabelecer subtetos’’, disse o presidente do Senado, Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA). Ele recebeu ontem à tarde, em seu gabinete, a emenda da reforma do presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP).
A emenda chega hoje à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde deverá ficar até o fim dos trabalhos legislativos de 97. Também hoje o PFL anuncia o senador escolhido para relatar a reforma na CCJ. A vaga será preenchida por Romero Jucá (PFL-RR) ou Vilson Kleinubing (PFL-SC), ambos ex-governadores e sem eleições para disputar em 1998.
Tudo o que o governo não quer é ver a emenda alterada no Senado, o que a condenaria a voltar à Câmara para novas votações. ‘‘Se depender de mim, ela será aprovada como veio da Câmara’’, afirmou ACM, que prevê votação em janeiro.

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