Curitiba - A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou requerimento solicitando informações ao presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, sobre o valor de possíveis aplicações no Banco Santos feitas pelo Banco do Nordeste e pelas empresas Copel, Sanepar e Itaipu Binacional, e suas respectivas fundações.
O requerimento partiu do senador Alvaro Dias (PSDB-PR). O senador César Borges (PFL-BA) chegou a defender a extensão da proposta a todas as entidades federais públicas que tenham feito aplicações no Banco Santos, que está sob intervenção. No entanto, a aprovação dessa extensão ficou para a semana que vem.
Segundo Alvaro, com a intervenção federal no Banco Santos, houve a suspensão temporária de resgates de fundos de investimentos, administrados por essa instituição financeira, o que causou prejuízos aos cofres estaduais.
O Banco Santos comunicou esta semana o encerramento das atividades nos escritórios em dez cidades, incluindo Curitiba. Além da Capital do Paraná, estão sendo fechados os escritórios em Brasília (DF), Cuiabá (MT), Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Ribeirão Preto (SP) e Salvador (BA).
Os clientes serão atendidos na matriz, em São Paulo (SP), segundo o comunicado publicado em um jornal no Paraná. O Banco Santos teve intervenção decretada pelo Banco Central (BC) em novembro do ano passado, quando foram bloqueadas aplicações de recursos na Fundação Copel, que administra os fundos previdenciários de aproximadamente 10,5 mil funcionários da Companhia Paranaense de Energia (Copel). Um parecer técnico do BC recomendou a intervenção, após a fiscalização do BC considerar que o patrimônio do banco estava em níveis considerados inaceitáveis.
Na época da intervenção, a bancada de oposição ao governo na Assembléia Legislativa pediu informações sobre as aplicações da Fundação Copel, mas até hoje aguarda resposta.

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