Senado limita realização de pesquisas
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quinta-feira, 11 de setembro de 1997
Agência Folha Brasília 
O relator do projeto de lei eleitoral no Senado, Lúcio Alcântara (PSDB-CE), acolheu ontem emenda apresentada por José Serra (PSDB-SP) que proíbe institutos de pesquisa de prestar serviços a partidos e, simultaneamente, a empresas de comunicação. O objetivo, segundo Serra, é evitar a promiscuidade entre as empresas de pesquisa, os partidos políticos e a imprensa.
Alcântara só deu parecer favorável à proposta depois de ouvir os discursos favoráveis de alguns senadores. Em homenagem ao plenário, acolho a emenda, afirmou. Antes disso, ele havia dito a Serra que a aprovação representaria uma intromissão em negócios privados. Serra argumentou que a regulamentação da divulgação de pesquisas é uma questão pública.
Outras duas mudanças foram feitas no projeto em relação a pesquisas. Foi proibida a divulgação de resultados no horário eleitoral gratuito, para evitar manipulações. Além disso, os partidos poderão ter acesso às informações referentes à metodologia da pesquisa a partir do registro da mesma na Justiça Eleitoral. O projeto original previa a liberação das informações somente após a divulgação da pesquisa.
Os senadores também aprovaram a proibição da realização de shows pagos com verbas públicas nos três meses que antecedem a eleição e abrandaram o artigo que proibia críticas aos candidatos em emissoras de rádio e TV.
O ministro das Comunicações, Sérgio Motta, deixou a residência do presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), após o almoço de ontem, como o anfitrião gosta: calado. Só abriu a boca para chamar os repórteres de paparazzi. Os dois almoçaram em companhia do líder do governo na Câmara, Luís Eduardo Magalhães (PFL-BA).
Foi uma conversa cordial, um almoço entre amigos. Conversamos muita política e em plena harmonia, disse ACM. Foi o primeiro encontro entre Motta e ACM depois do bate-boca do início da semana. Na segunda-feira, o ministro das Comunicações criticou o Congresso durante a cerimônia de filiação do deputado federal Alberto Goldman ao PSDB em São Paulo. Motta afirmou que a instituição tem uma relação incestuosa com o governo e atacou a atuação dos parlamentares.


