Brasília - O Senado começa a discutir hoje a segunda fase da reforma da Previdência, com os acertos finais para votar a chamada emenda paralela, que altera ponto da proposta aprovada em primeiro turno na última quinta-feira. A expectativa dos líderes governistas é fechar o acordo esta semana, antes da votação em segundo turno da reforma, prevista para a próxima semana. Um dos pontos da emenda paralela, os subtetos salariais, será debatido pelos líderes partidários.
Pelo texto da reforma da Previdência, o limite dos salários dos funcionários do Executivo é o salário do governador. A proposta paralela faculta aos governadores o envio à Assembléia Legislativa de projeto de lei estabelecendo subteto que terá como limite a remuneração de desembargador, que corresponde a 90,25% do vencimento do salário do ministro do Supremo Tribunal Federal.
Toda emenda constitucional tem de ser aprovada em dois turnos de votação pelo Senado e pela Câmara, por três quintos de votos (49 senadores e 308 deputados), no mínimo. Caso as expectativas se confirmem, o texto deve chegar à Câmara antes do início do recesso parlamentar, dia 15 de dezembro. Caberá então ao governo decidir se convoca ou não o Congresso para que os deputados possam examinar o quanto antes a emenda paralela.

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