Senado é pressionado a cassar Luiz Estêvão
Agência Estado
De Brasília
Colegas de partido do senador Luiz Estevão (PMDB-DF) começaram ontem a definir a posição que adotarão se tiverem de examinar o pedido de cassação do parlamentar, minutos antes de ser instalado o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado. Eles constataram que é grande a pressão em todo o País para que o Senado decida sobre o futuro político de Estevão.
A pressão também está sendo feita por entidades. Chegou ontem ao Senado nota em que o presidente da OAB, Reginaldo de Castro, pede aos parlamentares que examinem a cassação de Estêvão.
O senador Ramez Tebet (PMDB-MS), eleito presidente do Conselho de Ética, informou que só convocará seus colegas quando chegar à Casa o pedido formal de cassação de Luiz Estêvão, acusado pela comissão de ter sido um dos principais beneficiados pelo desvio de R$ 169 milhões dos R$ 263 milhões repassados às obras do Fórum de São Paulo.
A vice-presidência do Conselho de Ética será ocupada por outro senador de MS, Juvêncio Fonseca (PFL). O conselho é formado por 15 senadores e igual número de suplentes. Cinco são do PMDB, quatro do PFL, três do PSDB e três do bloco da oposição.
Instalada há 242 dias, a CPI do Judiciário mostra hoje, no encerramento de seus trabalhos, que seus críticos estavam enganados. As denúncias investigadas apontaram os mais variados tipos de irregularidade: da existência de um esquema irregular de adoção de crianças até a participação do senador Luiz Estêvão em desvio de dinheiro público. A CPI ouviu 71 pessoas.





