Senado e Câmara homenageiam mulheres
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quarta-feira, 07 de março de 2007
Folhapress 
Brasília - O Senado e a Câmara realizaram ontem sessões solenes em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, que será comemorado hoje. No Senado, foi realizada ainda a cerimônia de entrega do Diploma Mulher-Cidadã Bertha Lutz a cinco mulheres que, para a Casa, se destacaram na luta pelos direitos femininos.
Neste ano, de acordo com a Agência Senado, as premiadas foram Ivana Farina Navarrete Pena, do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana; Maria Yvone Loureiro Ribeiro, que ficou dez anos presa por ter escondido ativistas da ditadura; Moema Libera Viezzer, que estuda novas relações de gênero e proteção ao meio ambiente há três décadas; Sueli Batista dos Santos, fundadora do jornal feminino ''Rosa Choque''; e Beatriz Moreira Costa, que coordena trabalhos sociais na Casa das Águas dos Olhos de Oxossi.
O deputado Clodovil Hernandez (PTC-SP) também foi homenageado no plenário do Senado na sessão que comemorou o Dia Internacional da Mulher. Clodovil foi escolhido como representante da Câmara dos Deputados no evento. Clodovil se mostrou satisfeito com a homenagem. ''Eu sou do tipo de homem que gosta verdadeiramente de mulher porque eu nunca enfrentei uma mulher'', disse.
No plenário do Senado, houve uma chuva de pétalas de rosas.
Na Câmara, o presidente Arlindo Chinaglia afirmou que a Casa tem um compromisso com a emancipação feminina no Brasil e que quer colocar o país ''na vanguarda da luta internacional pelos direitos da mulher''. ''Considerando que o preconceito anula as possibilidades de emancipação da mulher, constatamos a existência de um círculo perverso, que condena a mulher brasileira pobre ao processo de exclusão social.''
A realização da sessão solene foi proposta pelas deputadas Rita Camata (PMDB-ES), Perpétua Almeida (PCdoB-AC) e Luiza Erundina (PSB-SP). ''Precisamos conquistar espaço de poder nos partidos, instituições políticas, sociedade e mesas diretoras da Câmara e do Senado'', afirmou Erundina.
Já a deputada Perpétua Almeida lembrou da situação difícil das mulheres da Amazônia. ''Se, no dia-a-dia, nós que moramos nas cidades, nos grandes centros do país, temos dificuldade de acesso a direitos como educação e saúde, imaginem as mulheres da Amazônia brasileira, que nessa imensidão de floresta lutam por saúde e educação para seus filhos.''


