Senado deve instituir núcleo de reflexão sobre política e cultura
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terça-feira, 10 de julho de 2012
Redação FolhaWeb com Agência Senado 
A bem-sucedida experiência do Fórum Senado Brasil 2012 levou o secretário especial de Imprensa, embaixador Jeronimo Moscardo, a propor ao presidente do Senado, José Sarney, a criação de um calendário anual de eventos destinados à reflexão sobre assuntos de grande interesse para o país. A ideia é trazer à Casa pensadores e nomes ligados à cultura para fomentar discussões que transcendam o dia a dia.
Muitos não acreditavam que filosofia atrairia gente ao Senado, mas o auditório do Interlegis esteve lotado em todas as palestras do fórum até agora, num reconhecimento do valor dos conferencistas e do modelo aberto à participação do público. Aqui a palavra é livre, não impomos nenhum filtro entusiasma-se Moscardo.
Entre 20 de junho e 3 de julho, filósofos e cientistas políticos de diversas correntes trataram de temas relacionados à política, entre os quais a legitimidade do sistema representativo, as novas formas de democracia direta e o binômio ética e moral. O seminário será encerrado no dia 7 com palestra de Renato Janine Ribeiro sobre a liberdade de expressão.
"Eu não imaginava que discutir democracia pudesse ser tão agradável", escreveu um participante em resposta a formulário de avaliação apresentado à audiência. Outro participante afirmou que é "fundamental abrir o Senado a uma maior participação popular.".
O público é formado em grande parte por estudantes, professores e servidores do Senado e de outros órgãos públicos. Os palestrantes são renomados professores de universidades brasileiras e francesas. A vinda destes últimos foi custeada por faculdades particulares que se associaram ao projeto: Upis, Unieuro e UDF.
A parceria é uma novidade para uma casa legislativa que tem sido muito criticada por causa de gastos observa Moscardo, ex-ministro da Cultura no governo Itamar Franco (1993).
O secretário de imprensa argumenta que o Brasil necessita cada vez mais de substância intelectual para orientar decisões estratégicas necessárias a um país que se tornou a 6ª economia do mundo.


