Brasília - O Senado adotará um esquema mais flexível nas votações, durante o período de campanha eleitoral, para evitar um eventual desgaste da imagem dos senadores com a adesão a um recesso branco. A definição da rotina para permitir as votações pendentes e que são objeto de acordo foi defendida pelo líder do Governo, senador Romero Jucá (PMDB-RR), depois de receber o sinal verde dos líderes do PSDB, DEM e PSB.
''Participar do processo eleitoral é legítimo, mas nós não podemos parar a Casa'', afirmou o líder do PSB, senador Renato Casagrande (ES). Na reunião tumultuada dos líderes e presidentes de comissões permanentes, no gabinete de Garibaldi, o senador Aloizio Mercadante (PT-SP) lembrou que o regimento desobriga os parlamentares de estarem no Congresso nos próximos 60 dias que antecedem as eleições municipais. ''O regimento permite dar prioridade às eleições'', comentou o petista.
Por isso, Garibaldi Alves desaconselhou os líderes, afirmando que seria mais conveniente assumir publicamente um novo recesso de três semanas, divididas entre agosto e setembro. Como não recebeu apoio, Garibaldi exigiu o compromisso dos líderes que prometeram garantir o quórum para as votações.
Ficou decidido então que as votações só acontecerão nas terças e quarta-feiras de cada semana. Para que os senadores possam estar em seus estados já na quinta-feira, a ordem do dia do plenário na quarta-feira será aberta às 14 horas para iniciar as votações com horário para terminar, às 18 horas.
''Isso não vai dar certo'', insistiu Garibaldi aos senadores. Pelo acordo ficou estabelecido que as votações das próximas duas semanas serão de propostas que exigem a presença de, no mínimo, de 41 senadores, como MPs e projetos de lei.

mockup