A briga pelo Senado nas eleições do ano que vem promete ser mais acirrada que a do próprio governo do Estado. O grupo de Lerner conta com três pré-candidatos: a vice-governadora Emília Belinati (PTB), o chefe da Casa Civil, Rafael Greca (PFL), e o ministro da Previdência, Reinhold Stephanes (PFL). Os três têm protagonizado nas últimas semanas momentos de tensão entre os aliados ao Palácio Iguaçu.
Greca tenta manter Emília na chapa como vice para garantir a sua indicação. Emília não quer. Sonha em concorrer ao Senado deslocando o secretário da Agricultura, Hermas Brandão (PTB), para o seu lugar. Stephanes quer distância de Emília e de Greca. Quer que os dois fiquem fora do páreo e diz ser o melhor nome para a vaga. A briga interna deve evoluir. Lerner não está disposto a interferir, pelo menos por enquanto, no processo.
PMDB, PSDB e PT aguardam a evolução das costuras em torno da frente única de oposição ao governo estadual para escolher o candidato à vaga do senador José Eduardo de Andrade Vieira (PTB). PT e PMDB não têm nomes colocados. E Álvaro Dias é o que mais tem chances de garantir hoje a indicação. Apesar de se colocar como pré-candidato ao governo, a vaga ao Senado não é descartada.
O PPB diz já ter candidato: o empresário Tony Garcia, recentemente filiado à sigla. Garcia pretende concorrer pela terceira vez ao Senado. Em 1990, ficou em segundo lugar. Em 94, em terceiro, apesar do número de votos ter crescido (quase um milhão). O pré-candidato é ‘perseguido’ por uma ação na Justiça Federal, por conta do rombo deixado pelo Consórcio Garibaldi e pode abrir mão a um candidato de consenso do grupo político ao qual o PPB pretende se aliar em 98. (L.D)

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