Senado avalia acordo até dezembro
O senador Osmar Dias (PSDB) informou ontem que o Senado tem até o dia 18 de dezembro para avalizar o acordo firmado entre Lerner e o BC. Pelo acordo, a União assume os passivos do Banestado e injeta R$ 3,7 bilhões, a serem restituídos pelo governo em 30 anos, com 6% de juros ao ano. A oposição diz que o prejuízo do Banestado é menor, cerca de R$ 2,4 bilhões. O documento assinado pelos 15 deputados estaduais de oposição afirma que o banco poderia permanecer sob o domínio do governo do Estado do Paraná. Para sanear a instituição, haveria necessidade de uma contrapartida de R$ 1,2 bilhão.
Pelo estudo feito pela oposição, a saúde financeira do Banestado começou a se deteriorar em 96, durante a gestão do ex-secretário do Esporte Osvaldo Magalhães dos Santos - morto num acidente automobilístico em setembro deste ano - frente à Banestado Leasing. O documento diz que a empresa do conglomerado Banestado emitiu cerca de R$ 300 milhões em debêntures, com intermediação do Banco Boa Safra, de Fausto Solano Pereira, pagando juros e comissão de intermediação em valores muito acima dos praticados no mercado. O Banco Boa Safra foi alvo da CPI do Precatórios, que teve como relator Roberto Requião (PMDB).





