Senado autoriza São Paulo a rolar dívida
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sexta-feira, 13 de junho de 1997
Agência Estado Brasília 
A autorização dada ontem pelo Senado para que o Estado de São Paulo role R$ 431,2 milhões (preços de 28 de fevereiro) de sua dívida mobiliária que vence na próxima segunda-feira é uma demonstração de que os senadores ainda não conseguiram colocar em prática as sugestões da Comissão Parlamentar de Inquérito dos Títulos Públicos, que investiga o escândalo dos precatórios. Embora a recomendação seja de que os processos sejam analisados com calma, o pedido de São Paulo, incluído na pauta extra da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, foi votado pela Comissão no início da tarde, após a leitura apressada de relatório do senador Gilberto Miranda (PFL-AM).
Poucas horas depois o plenário do Senado aprovava um requerimento para que a matéria fosse incluída na pauta de discussões, em regime de urgência, e em seguida o projeto era aprovado, evitando que o governador Mário Covas tivesse que imobilizar, por alguns dias, quase meio bilhão de reais até que a autorização de rolagem fosse aprovada em uma tramitação natural.
A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado tem como defesa para a acusação de aprovar às pressas o pedido de rolagem da dívida de São Paulo o fato de que o relatório do Banco Central sobre o pedido de rolagem só foi enviado na véspera da votação, 11 de junho. O Banco Central teve um pouco mais de tempo para analisar o assunto, pois o ofício do governador Mário Covas foi enviado ao Banco Central no dia 23 de maio. Mesmo assim, as providências do Estado foram tomadas menos de 30 dias antes do vencimento dos papéis.
Na mesma sessão em que aprovou a rolagem dos títulos de São Paulo, o Senado aprovou autorizações de empréstimos e refinanciamentos feitos pelos Estados de Sergipe, Espírito Santo.


