Brasílila - A direção-geral do Senado investiga a participação de outros servidores da Casa na inclusão de 468 novos atos sigilosos em boletins administrativos da instituição disponíveis na intranet, referentes aos anos de 1998 e 1999.
Além de Ralph Siqueira, ex-diretor de Recursos Humanos da instituição apontado como responsável pela inclusão de pelo menos um ato secreto na intranet, técnicos da Casa acreditam na participação de ex-diretores e funcionários do Senado no esquema.
A reportagem apurou que, como os novos atos secretos foram incluídos em boletins administrativos do Senado em maio deste ano, os técnicos não descartam que os ex-diretores Agaciel Maia (Direção Geral) e João Carlos Zoghbi (Recursos Humanos) estejam diretamente envolvidos na inclusão dos atos em 50 boletins de pessoal.
A Mesa Diretora do Senado decidiu submeter à direção-geral da Casa as investigações sobre os novos atos secretos. A expectativa é que, na semana que vem, sejam divulgados os resultados dos trabalhos. O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), convocou nova reunião da Mesa para a próxima quinta-feira - quando devem ser apresentados os resultados das investigações.
O primeiro-secretário da Casa, Heráclito Fortes (DEM-PI), responsabilizou Siqueira pelos novos 468 atos secretos com base no depoimento de Franklin Landim, chefe do serviço de publicação do Senado. Como uma das testemunhas do caso, ele apontou em julho Agaciel e Zoghbi como mandantes do esquema de atos secretos. O primeiro-secretário pediu agilidade nas investigações para desvendar o esquema dos atos secretos.
A maioria dos atos trata de pagamentos retroativos para servidores promovidos de forma secreta. Há também dois atos sobre a estrutura do Prodasen -precisamente o órgão responsável pelo sistema de intranet onde os atos são publicados em versão eletrônica.

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