Senado apura investimentos no Banco Santos
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quarta-feira, 13 de julho de 2005
Rodrigo Sais<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O Ministério da Fazenda deve enviar nos próximos 30 dias ao Senado informações sobre o valor total dos investimentos feitos pela Copel, Sanepar e Itaipu Binacional. O pedido de informações foi feito pelo senador Alvaro Dias (PSDB) e aprovado na noite de terça-feira pelo plenário do Senado.
Segundo Alvaro, o requerimento ao Ministério da Fazenda havia sido protocolado na mesa do Senado após o Banco Central decretar a intervenção no Banco Santos em novembro do ano passado, mas só foi incluído em pauta após o tucano levantar uma questão de ordem no plenário. ''É importante que tenhamos acesso a esses dados, porque fomos informados que empresas estatais paranaenses teriam mantido investimentos no Banco Santos mesmo após a insolvência da instituição ter sido divulgada. Pelo que soubemos, o dinheiro foi mantido por interesses políticos e econômicos'', afirmou.
Para o senador, caso fique comprovado que as empresas mantiveram os investimentos no banco mesmo sabendo que ele estava prestes a quebrar, os responsáveis pela operação podem ser punidos criminalmente. ''Caberia então ao Ministério Público investigar e responsabilizar esses agentes pelo prejuízo causado ao Estado, inclusive exigindo o ressarcimento'', comentou Alvaro Dias.
Os investimentos de empresas e fundações paranaenses no Banco Santos já foram alvo de investigações na Comissão de Fiscalização da Assembléia Legislativa, presidida pelo deputado Neivo Beraldin (PDT). O foco das investigações foram especialmente sobre as fundações mantidas pelas empresas estatais. ''Pelo que apuramos, a Fundação Copel manteve R$ 36 milhões no Banco Santos mesmo quando já se sabia que o banco estava prestes a naufragar. Dificilmente esse dinheiro será reavido. Nas oitivas que fizemos com representantes da Fundação Sanepar e da Emater, ficamos sabendo que elas também tinham aplicações no Banco Santos, mas que seriam garantidas por outros bancos e não trariam prejuízos. De qualquer maneira, acredito que o senador está cumprindo seu dever ao solicitar as informações diretamente ao Ministério da Fazenda, que tem o poder de esclarecer a situação'', comentou Beraldin.


