O Senado aprovou na terça-feira passada a rolagem da dívida mobiliária do Paraná, calculada em R$ 519 milhões. A decisão foi tornada pública, anteontem à noite, pelo secretário da Fazenda, Giovani Gionédis. Além do refinanciamento, que faz parte do ajuste fiscal do Estado, o governo conseguiu dos senadores autorização para fazer duas operações financeiras junto à Caixa Econômica Federal (CEF): uma de R$ 43,2 milhões, para a implementação de obras de saneamento, e outra de R$ 34,7 milhões, para o programa pró-moradia.
O secretário do Planejamento, Miguel Salomão, disse ontem que a dívida mobiliária renegociada era constituída basicamente de letras emitidas durante o governo Álvaro Dias (na época, PMDB) e roladas na administração Roberto Requião (PMDB). O governo tinha até dezembro de 1999 para rolar os títulos vencíveis até o ano 2000. De acordo com a proposta de ajuste fiscal aprovada pelo Senado, o Paraná terá 30 anos para saldar o débito junto ao governo federal, com juros de 6% ao ano. (L.D)

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