Em votação simbólica, o Senado aprovou ontem o projeto de lei que aumenta a arrecadação da Previdência Social. O relator Osmar Dias (PSDB-PR) afirma, no parecer, que não há dúvidas sobre a necessidade da proposta. Ele lembra que o dispêndio da União, em 1998, com inativos e pensionistas, foi de R$ 21 bilhões. Desse total, R$ 13,8 bilhões foram destinados aos civis, cuja contribuição à Previdência foi de cerca de R$ 42,4 bilhões. Mais de R$ 11 bilhões, portanto, tiveram de ser cobertos com recursos fiscais. Serão atingidos os servidores inativos e pensionistas da União com salário e benefícios acima de R$ 600.
Pela proposta, a partir de maio, além da contribuição atual de 11%, os servidores que receberem entre R$ 1, 2 mil e R$ 2,5 mil pagarão um adicional de 9%. Acima desse valor, o adicional será de 14%. Os mesmos critérios valem para os aposentados, que até então eram isentos. Os descontos adicionais são temporários, devendo durar até 31 de dezembro de 2002. Dias discordou do cálculo apresentado pelo governo sobre a perspectiva de receber, com a medida, R$ 4,1 bilhões para o ajuste fiscal. Segundo ele, descontando-se o Imposto de Renda (IR), o que ganha deve ser bem menor, pouco mais de R$ 3 bilhões.

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