BRASÍLIA - O Senado aprovou ontem projeto de resolução que extingue a representação do Senado Federal no Rio de Janeiro - conhecida como ‘‘Senadinho’’. Na próxima terça-feira, serão votadas as emendas que alteram o projeto. A representação do Senado no Rio funciona no Palácio do Itamaraty, tem 48 funcionários e cinco veículos. Segundo a administração do Senado, a única função do Senadinho é receber e atender os senadores quando estão no Rio.
Pelo projeto, a extinção do Senadinho é imediata, e os funcionários terão de retornar para Brasília. A idéia é manter uma estrutura mínima no aeroporto - de três a quatro servidores - para receber os senadores. A votação do projeto foi precedida de muitos debates entre o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e líderes governistas, que queriam adiar a apreciação da proposta.


Função do
Senadinho
era atender os
senadores no Rio


A senadora Benedita da Silva (PT-RJ) pediu aos senadores que mantivessem o ‘‘Senadinho’’. Élcio Alvares (PFL-ES), líder do governo no Senado, alegou que os senadores desconheciam o projeto, que faz várias modificações na estrutura do Senado. Fica criado, por exemplo, o Instituto Legislativo Brasileiro, que vai funcionar como uma espécie de escola para treinar servidores dos legislativos municipal, estadual e federal.
Sarney ficou irritado. Disse que o projeto foi elaborado há dois anos, depois de consulta a todos os senadores.
Servidores Os servidores públicos federais podem ter uma boa notícia ainda neste primeiro semestre. Ontem a secretária-executiva do Ministério da Administração, Cláudia Costin, admitiu a possibilidade de reajuste para algumas carreiras. Segundo ela, o governo discute esse tipo de reposição, mas não há qualquer decisão a respeito de reajuste linear para todos os servidores. Os salários dos funcionários públicos estão congelados há mais de dois anos.

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